Caso Master: Dias Toffoli indica quais peritos da PF vão poder analisar material apreendido
Em uma decisão, nesta quinta-feira (15), o ministro do Supremo Dias Toffoli indicou quais peritos da Polícia Federal vão poder analisar o material apreendido no caso do Banco Master.
Na decisão desta quinta-feira (15), o ministro Dias Toffoli confirmou a participação da Polícia Federal na análise dos documentos.
Na quarta-feira (14), Toffoli tinha decidido que a Procuradoria-Geral da República ficaria responsável pela análise. Antes, a determinação do ministro era para que os equipamentos apreendidos ficassem sob custódia do Supremo Tribunal Federal. O que, na prática, significava que os peritos da PF não poderiam extrair os dados de equipamentos eletrônicos antes do envio ao Supremo. A PF afirmou que isso causaria graves prejuízos à investigação.
Os peritos nomeados por Toffoli são especialistas em informática e contabilidade. Os técnicos são reconhecidos pela boa atuação profissional, mas foram indiciados sem uma consulta à Polícia Federal.
Na decisão em que cita os quatro peritos, Toffoli orienta como a análise deve ocorrer. "Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais".
A PF vai fazer a extração das informações dos equipamentos nas cidades onde as apreensões ocorreram. E depois, vai enviar os dados para a PGR. Carros e relógios vão ficar guardados com a PF. Carros e relógios vão ficar guardados com a PF.
O ministro Dias Toffoli tirou nesta quinta-feira (15) o sigilo da decisão que autorizou a segunda fase da operação Compliance Zero. No documento assinado no dia 6de janeiro, o ministro relata que a primeira informação sobre as fraudes no Banco Master chegou à Polícia Federal por uma denúncia anônima.
A PF abriu uma investigação, checou os dados e descobriu uma movimentação financeira suspeita envolvendo a família Vorcaro. Também há suspeita da utilização de uma clínica médica para desvio de dinheiro.
De acordo com a Polícia Federal, o Banco Master direcionou uma parte considerável dos recursos captados junto ao mercado, por meio da emissão de CDBs, a fundos de investimento, nos quais o próprio Banco Máster figurava como cotista único.
Ademais, segundo o documento, estes fundos eram utilizados para adquirir Notas Comerciais (NCs) e direitos creditórios de empresas que possuíam vínculos societários ou relações pessoais com os sócios do Banco Máster.
O documento citou a Clínica Mias Médicos S.A. e revelou que esta empresa emitiu R$ 361 milhões de notas comerciais sem quaisquer garantias, sendo que seu capital social integralizado era zero e sua receita operacional bruta anual era de R$ 54 mil. Ou seja, segundo a PF, a receita da empresa era 6.500 vezes menor do que a dívida. A PF afirma que isso demonstra uma movimentação incompatível com qualquer parâmetro de viabilidade econômica.
A defesa de Daniel Vorcaro negou que ele tenha cometido irregularidades, afirmou que o Banco Máster não realizou operações destinadas a beneficiar terceiros ou familiares de Vorcaro. Disse também que, antes da liquidação, Vorcaro atuou de forma ativa para preservar o banco e proteger credores e investidores e que fez sucessivos aportes de capital para reforçar a posição financeira do Master.
Caso Master: Dias Toffoli indica quais peritos da PF vão poder analisar material apreendido
Published 3 hours ago
Source: g1.globo.com
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