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Rota do dinheiro: entenda a triangulação entre fundos investigados e o resort da família Toffoli

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Thursday, February 12, 2026

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Rota do dinheiro: entenda a triangulação entre fundos investigados e o resort da família Toffoli
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Entenda a triangulação entre fundos investigados e o resort da família Toffoli A teia que envolve o banco Master ganhou contornos mais nítidos com a compreensão da rota do dinheiro que abasteceu o Resort Tayayá, no Paraná. No centro da polêmica está a empresa Maridt, da qual o ministro Dias Toff...


Entenda a triangulação entre fundos investigados e o resort da família Toffoli A teia que envolve o banco Master ganhou contornos mais nítidos com a compreensão da rota do dinheiro que abasteceu o Resort Tayayá, no Paraná. No centro da polêmica está a empresa Maridt, da qual o ministro Dias Toffoli revelou ser sócio, que recebeu milhões de um fundo de investimento ligado a outro fundo, cujo cotista único era Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A Maridt, que é administrada pelos irmãos de Toffoli, foi fundada em 2020. Em dezembro daquele ano, tornou-se sócia do Resort Tayayá e permaneceu nessa condição até fevereiro de 2025. Em setembro de 2021, essa empresa recebeu R$ 3,1 milhões de um fundo de investimentos chamado Arleen quando vendeu uma parte que tinha no Resort Tayayá, segundo registro na Junta Comercial do Paraná. O fundo Arleen, que comprou a parte da Maridt no Tayayá, investiu ao todo R$ 20,7 milhões nas empresas responsáveis pelo empreendimento, a DGEP e a Tayayá, de acordo com dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Esse fundo, por sua vez, recebeu R$ 19,9 milhões de um outro fundo, chamado Leal, cujo único dono é Zettel, o cunhado de Vorcaro. Sobre a venda da participação do resort ao fundo Arleen, Toffoli alegou não saber quem estava por trás do negócio. O ministro é o relator do caso Master, no STF. O principal cotista do fundo Arleen é justamente o fundo Leal, de Zettel. E ambos são geridos pela Reag. A Reag Investimentos, de João Carlos Mansur, é uma administradora de investimentos que já havia aparecido na Operação Carbono Oculto, que investiga lavagem de dinheiro para a facção criminosa PCC. No caso Master, segundo a Polícia Federal, a Reag utilizava fundos para inflar artificialmente o patrimônio do banco, em operações onde o dinheiro "passeava" por empresas e voltava valorizado em até 1.000% em poucas horas, sem nunca sair fisicamente do banco. Mansur foi alvo de buscas na segunda fase da operação da PF que investiga fraudes no Master, realizada em janeiro. Tanto o Master quando a Reag foram liquidados pelo Banco Central. Família Toffoli e o resort de luxo Reprodução/GloboNews Participação em empresa Toffoli admitiu pela primeira vez, nesta quinta (12), que é sócio da Maridt junto com os irmãos José Carlos e José Eugênio Toffoli, responsáveis pela gestão da empresa. O nome do ministro não aparecia nos registros públicos porque a Maridt é uma empresa de sociedade anônima de capital fechado, que não é obrigada a identificar todos sócios não administradores. Em nota, ele negou ter qualquer tipo de relação pessoal ou financeira com Vorcaro. Na quarta (11), a direção da PF enviou ao Supremo o relatório da perícia realizada no celular de Vorcaro apreendido em novembro. Segundo as investigações, o nome de Toffoli aparece em mensagens encontradas. Essa revelação aumentou a pressão sobre o ministro para que deixe a relatoria do caso. Repercussão no Congresso No Congresso, o relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-RS), e o presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), apresentaram requerimentos que devem ser votados nos próximos dias: Quebra de sigilo: bancário, fiscal, telefônico e telemático da Reag Investimentos e de João Carlos Mansur; Convocações: pedido para ouvir os irmãos do ministro, José Eugênio e José Carlos Toffoli, além do próprio Mansur. O foco é entender se as mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, que citam o ministro, têm relação direta com essa engenharia financeira que transformou um resort familiar em um duto de investimentos de fundos sob investigação federal. Ministro do STF Dias Toffoli Reprodução

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