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Em meio a tarifações e ameaças de Trump, aliados se aproximam da China, principal rival dos EUA no comércio mundial
g1.globo.com
Friday, January 30, 2026

Reino Unido se reaproxima da China Enquanto cresce nos Estados Unidos a reação contra a política de imigração do governo Trump, do outro lado do Atlântico, algo de novo acontece no comércio mundial - e também como efeito das ameaças do presidente americano. A chantagem dele de espalhar tarifaços ...

Reino Unido se reaproxima da China Enquanto cresce nos Estados Unidos a reação contra a política de imigração do governo Trump, do outro lado do Atlântico, algo de novo acontece no comércio mundial - e também como efeito das ameaças do presidente americano. A chantagem dele de espalhar tarifaços está aproximando países e acelerando novas parcerias comerciais. A era do gelo entre China e Reino Unido acabou. Os britânicos, aliados de longa data dos Estados Unidos, abriram as portas pro Oriente. É uma aproximação histórica. Um aperto de mão - em território chinês – que não acontecia há quase dez anos. Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, disse nesta sexta-feira (30) que quer construir uma relação estratégica com a China. Conseguiu acordos que vão fortalecer a indústria farmacêutica do país, abrir mercados no setor de energia limpa e até reduzir as tarifas sobre o whisky que a China importa. Starmer declarou que essa será sua linha de governo diante de "acontecimentos internacionais" que afetam "os empregos no Reino Unido, o preço nas prateleiras dos mercados e até a sensação de segurança". Em meio a tarifações e ameaças de Trump, aliados se aproximam da China, principal rival dos EUA no comércio mundial Jornal Nacional/ Reprodução Essa visita de Estado é também uma resposta ao governo americano – que, nessa gestão de Donald Trump, tem sacudido as relações internacionais com tarifas em série e ameaças contra aliados. O governo chinês está de olho nesse cenário e vem se apresentando para as economias do Ocidente como uma parceira estável. A palavra que o líder britânico repetiu e repetiu nessa visita: “confiança”. Quem não curtiu essa aproximação foi Donald Trump. O americano disse na quinta-feira (29) que "é muito perigoso" o Reino Unido fechar negócios com a China. Nesta sexta-feira (30), Starmer rebateu. Ressaltou que "a China é a segunda maior economia do mundo" e que "não seria prudente o Reino Unido enfiar a cabeça na areia". Os britânicos não são os primeiros a bater na porta dos chineses depois do tarifaço do governo americano. França, Irlanda e até o Canadá fizeram o mesmo. A Alemanha está chegando em fevereiro. O tabuleiro internacional vai ganhando um novo contorno. É mais que um recado. É um desafio para as jogadas de Donald Trump. LEIA TAMBÉM O desespero dos britânicos com a misteriosa megaembaixada da China em Londres
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